28.5.09

Cuba duas vezes ilhada



Você bem sabe do embargo econômico que Cuba sofre dos EUA desde 1962, que é criticado por Deus o mundo e tentativas não faltam para acabar com ele. Agora, por cima de tudo (mais explicado adiante), os usuários de Internet da ilha receberam um recado amigável: "Microsoft cortou o Windows Live Messenger IM para os usuários de países embargados pelos Estados Unidos, por isso a Microsoft não oferecerá mais o serviço de Windows Live em seu país".

Não só Cuba, mas Irã, Coréia do Norte, Síria e Sudão também estão na lista negra.

Por isso úm portal de notícias de lá recomenda aos cubanos que usem a conta de email Hotmail e mudem o país de residência, assinalando um dos países "não embargados" pelso Estados Unidos, para possam usar a ferramenta de comunicação.


Achou babaca?


Pois saiba que o embargo econônimo, comercial e financeiro já custou à ilha até 2005, segundo a ONU, mais de 85 bilhões de dólares. Além disso, existem mais umas regras "engraçadas", como a que diz que é proibido empresas de terceiros países a exportação para os Estados Unidos de qualquer produto que contenha alguma matéria-prima cubana (A França não pode exportar para os Estados Unidos uma geléia que contenha açúcar cubano) ou que vendam a Cuba bens ou serviços nos quais seja utilizada tecnologia estadunidense.



Contraditório


Apesar disso, é importante notar que nem todo comércio entre Estados Unidos e Cuba está proibido. Desde 2000 foi autorizada a exportação de alimentos (como trigo, arroz e frango) dos Estados Unidos para Cuba. Esse mercado "invisível" move U$800 bi anualmente e corresponde a um terço de todas as calorias ingeridas lá. Sem contar a ajuda humanitária, de envio gratuito. De 1992 a 1999, os Estados Unidos enviaram mais ajuda humanitária a Cuba que todos os então quinze membros da União Européia e a América Latina. Em casos de tragédias, como o furacão Michelle, os Estados Unidos também enviaram ajuda humanitária.


Obama na área


As restrições já começaram a ser afrouxadas. Acordos de meados de abril que ainda não têm data para vigorar foram aprovados por Obama, que dão tchau ao limite de viagens de cubanos residentes nos EUA e ao dinheiro enviado para a ilha por parentes (antes só podia 1 viagem ao ano e US$ 1 bi ao ano). Além disso seria liberado o envio de roupas e remédios, o acesso à comunicação seria facilitado (empresas dos EUA poderiam levar telefonia celular, canais de Tv e computadores para lá). Segundo a Casa Branca, as decisões tornariam o povo menos dependente do regime socialista, mas que seriam necessárias eleições democráticas e o respeito de direitos humanos.


Alguns poréns


Muito romântica essa história de liberar geral pra Cuba. De fato as mudanças seriam ótimas. Mas não são tão simples.

Exemplo: abrir a Baia de Guantánamo para o livre comércio com Cuba (a área é desde 1903 uma base naval norte-americana), resultando numa melhoria de vida para o povo de lá, com aberturas de fábricas e o direito de comprar o que eles compram, mas mais barato. O problema não é nem devolver Guantánamo para os cubanos, mas para os Castros. Porque o poder deles na ilha é absurdo: o governo pega 20 centavos por dólar em comissões, então qualquer aumento no poder de compra do povo resultaria em mais dinheiro para o regime. Ou seja, enquanto o país tem o total monopólio, todos os livre comércio apenas manteria o precário sistema comunista. Afinal, que mais se espera de um país em que sabonete é artigo de luxo, lojas privadas foram fechadas desde a déc de 60, emprego independente e empregar uns ao outros é proibido? Só o governo controla o negócio: mais de 90% dos cubanos são pagos por ele (eu fico imaginando quem não é) e ganham em torno de 12 dólares de salário, além de serem dependente do racionamento alimentar.


Portanto, qualquer ação deve ser meticulosamente arranjada para que não seja um tiro pela culatra - não adianta levantar o embargo sem ter pressionado pela democratização da ilha. Será que depois então a barreira possa ser derrubada assim como o Muro de Berlim, e dar certo como deu na Alemanha? Será que Fidel aceitará os termos dos EUA? Os cubanos terão então uma vida menos alienada (tudo bem, nada se compara com a Coréia do Norte, mas enfim)? Tomara.


Isso, ha, nem novela mexicada conta melhor.


E você, que tem a dizer sobre isso?



Fontes: UOL Notícias, Wikipedia, revista Newsweek de 20 de abril


2 comentários:

  1. Bianca Sartoretto28/05/2009, 17:23

    Faaala Aninhaa!!
    è a Bianca, filha da Cris...
    Cara nem sei o q dizer....
    vc sabe esses comentarios... criticas construtivas..
    fora q vc nem precisa né....
    Fico ateh envergonhada da minha linguagem MSN, mas é a vida e vamu q vamu!
    Curti o Blog.... descobri ontem e ja visitei algumas vezes. lol!
    Não me peça mais coments. primeiro e último!

    Beijo individuo! A gente se v.
    Bi

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