4.6.09

Hic² Rosa






A partir de vários estudos aqui e no mundo foi concluído que as meninas nunca beberam tanto e com tanta freqüência quanto agora. Alem disso, estão quase chegando aos garotos, já que , enquanto um terço delas adolescentes já bebem, nos meninos o número é pouco maior.
Existem motivos para tais conclusões? Sim, e vários. Em termos históricos, a emancipação feminina de poucas décadas para cá fez com que as mulheres quisessem se igualar aos homens, inclusive na bebida. Atrele isso à crescente publicidade de bebida (que só no Brasil rende 600 milhões de reais anuais) para mulheres e ainda aos fatores psicológicos exclusivos delas (bebem para aplacar a tristeza, enquanto homens buscam a diversão) e pronto: já é o suficiente para até atrizes e cantoras aparecerem indecentemente bêbadas.
Em certos países o fenômeno já tomou outras proporções. Na Inglaterra, onde álcool é três vezes mais consumido que na Itália, as adolescentes já bebem mais que os garotos. Um terço das acima dos 14 bebe toda semana e um quarto provou drogas. Essa geração “ladette” (“machinha”) também resulta em violência: nos últimos três anos, aumentaram em 25% as queixas nas delegacias de meninas teens. Até mesmo problemas mentais decorrentes do álcool entram na parada: de 2001 para cá, aumentaram em 25% as internações em hospitais por esse motivo. Outro caso é a Rússia, onde o alcoolismo atinge 10% da população e 60% dos que buscam tratamento são mulheres.
Os perfis de alcoólatras também variam. Nos EUA, onde um terço de todas as meninas já experimentou um “girlie drink”, o maior fator para a dependência passou da menopausa para o estresse no trabalho. Já aqui no Brasil, onde 13% doas adolescentes bebe pelo menos um vez por semana, existem dois perfis: as acima de 40 anos com casamento desfeito e as mais jovens, que associam o álcool às drogas.
E é justamente essa fácil porta de entrada para outras substâncias que é preocupante, porque, por natureza, a mulher fica bêbada mais rápido e com menos bebida do que os homens, o que significa um atalho para a maconha, crack e por aí vai. Até mesmo a Biologia explica isso, em três razões: como tem menos água corporal, a concentração sanguínea de álcool é maior; produzem menos a enzima que metaboliza o álcool no estômago; e, para piorar à medida que a mulher continua bebendo, o corpo produz menos essa enzima e assim aumenta a concentração no sangue mesmo sem aumentar a quantidade de bebida.
Portanto, problemas associados ao álcool aparecem mais cedo e mais graves nas mulheres, desde gastrite e problemas cardíacos até neurológicos e cognitivos, incluindo demência. Talvez sabendo dessas conseqüências, o consumo precoce e exagerado possa ser evitado e não termos mais Amys e Lindsays como exemplos por aí.
Será que propagandas com homens gostosos e mulheres na mesa estão por vir?


E você, que tem a dizer sobre isso?

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