Desde ontem é proibido o tráfego de ônibus fretados numa área de 70 km² no centro de São Paulo entre 5h e 21h (envolve as importantes Berrini, Paulista e Faria Lima), com o objetivo de reduzir em 11% a lentidão do trânsito e aumentar a velocidade dos ônibus urbanos. Cerca de mil dos 5500 fretados e 44 mil pessoas serão afetadas e por isso foram criadas 11 novas linhas de ônibus que funcionarão das 5h30 às 9h e das 16h às 20h.
Aperfeiçoamentos estão sendo estudados pela Prefeitura, entre elas o alargamento da área destinada aos pontos de parada de fretados (fora da área restrita) e a abertura de mais bilheterias nas estações de metrô.
Pois fico satisfeita ao notar que minha opinião acerca da mundança é a mesma que a do professor de engenharia de transportes da Poli, Cláudio Barbieri da Cunha: a restrição melhorará o tráfego a curto prazo, mas piorará a longo prazo, já que as pessoas provavelmente substituirão os fretados aos carros, ao invés do transporte público.
Quer dizer então que a mudança é baseada numa vã esperança de que o trabalhador vai preferir o ônibus/metrô lotado e precário (que, confesso, não uso, mas tudo o que dizem não pode não ser verdade) ao carro particular? Conta outra.
Um fretado é pior que 20 carros num engarrafamento? E quando acabarem as férias?
Afinal, um fretado é idêntico a uma perua escolar, e ela certamente é muito melhor e mais incentivado que cada pai levar seu filho, ao invés de serem levados vários em um percurso mais longo (ela por acaso tem uma legislação específica e por isso ficou fora da atual polêmica).
Muito mais esperto seria regulamentar o tráfego de fretados, e não proibir. Acima disso, a boa e velha necessidade de aprimorar o transporte público.
Não me admiram os vários protestos que ocorreram ontem e hoje.
Detalhe: adoro o confronto de idéias desse mundo virtual - http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=12656
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