No mínimo 11,8 milhões de alunos vão ter a sorte/azar de terem suas aulas prorrogadas em uma ou duas semanas a partir da data original de 3 de agosto. Tudo - claro - por causa da mais nova celebridade acelular. Começando sexta-feira passada com as escolas públicas do DF, que dispensou os alunos para capacitar os professores para lidar com a doença, outros estados seguiram: no Rio as atividades recomeçam dia 10, no RS dia 17, e por aí vai. Somente em SP são 5 milhões afetados pela procrastinação.
Nem as faculdades se safaram: a GV e PUC de SP, a UFSCar, Metodista, Unifesp, USP, Unesp e Unicamp retomam dia 17 e Mackenzie dia 10 e 12.
Entónces, onde eu me enquadro, nas escolas particulares, cada uma em SP tem autonomia para tal decisão. E - tcharã - entrei pro rebanho. Após alguns segundos de pura alegria ao saber que teria mais 7 dias de férias, lembrei de alguns fatores: novo Enem é daqui a dois meses, Fuvest e Cásper daqui a quatro e, menos importante, exame C1 de alemão daqui menos de 3 semanas. Consequências: aulas estilo cursinho - que já seriam apertadíssimas- vão entrar como definição para "suicídio" no dicionário e adeus para meus sábados e tardes (o colégio provavelmente vai encaixar aí os dias perdidos). É minha esperança que o apoio a nós seja total, e tenho boas razões para acreditar que sim. De qualquer modo já vou começar a ler o material que tenho em casa.
Agora, a coisa é: e os da rede pública? Terão eles o mesmo apoio e remanejamento que eu terei? Uma semana pode parecer insignificante, mas para os pré-vestibulandos, isso trará resultados nada agradáveis, como mais pressão, pressa e preocupação. Doideira minha? Ponha-se no nosso lugar e perca mais uma semana das 28 que teríamos para revisar as 100 que já tivemos.
Detalhe: os monges não são tão isolados assim do resto do mundo.
Etc: Uol
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